segunda-feira, 18 de maio de 2015

Lipoaspiração pode reduzir risco de doenças cardíacas




  
Se livrar das gordurinhas não é só uma questão de estética, mas também de saúde. A lipoaspiração é a segunda cirurgia plástica mais procurada no Brasil segundo os dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Apesar de o procedimento ser invasivo, muitas mulheres ficam com receio de se submeter à cirurgia. Entretanto, um estudo da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos obteve um resultado que pode servir de incentivo para as mulheres que estão na dúvida. O estudo concluiu que a lipoaspiração pode levar a uma redução no nível dos triglicérides e na contagem de células brancas do sangue. Visto que níveis elevados de triglicérides são associados a uma maior possibilidade de doença cardíaca.
De acordo com o cirurgião plástico Fábio Malzone (CRM -63974), a lipoaspiração pode ter um efeito benéfico no organismo humano diminuindo o risco de doenças cardíacas. “Buscar novas e melhores formas de tratar os níveis de colesterol é fundamental na batalha contra a doença cardiovascular e a lipoaspiração pode ser uma saída. A gordura que se instala em torno de nossos órgãos podem levar a doenças cardíacas e com a lipoaspiração essa gordura pode ser retirada por meios das cânulas”, explica.
Embora a lipoaspiração possa ajudá-lo a olhar melhor a superfície, no fundo, ele não melhorar sua saúde cardíaca. “Quando a circunferência supera 80 centímetros é sinal de que o coração pode estar ameaçado pela presença de colesterol, hipertensão e triglicérides em excesso. Esses vilões podem continuar disfarçados na gordura localizada e prejudicando o sistema cardiovascular”, afirma o cirurgião plástico.
Além dos pneuzinhos e o excesso de gordura, ainda existe a “gordura invisível”, ela é denominada de gordura visceral e pode estar presente em volta do fígado, rim, coração e pulmão. “Quem tem gordura invisível normalmente tem a gordura aparente, que não é corrigida com a lipoaspiração. É com os exames e avaliações específicas que a gordura invisível pode ser detectada”, diz Malzone.
Mas para que a lipoaspiração seja benéfica para a saúde não é preciso só se submeter à cirurgia, é preciso adotar um estilo de vida saudável. “A lipoaspiração devolve a autoestima do paciente, incentiva o autocuidado e dessa forma o paciente acaba adotando uma vida saudável associada à dieta e exercícios físicos. Lembrando que a técnica não faz milagres. Para que o resultado seja satisfatório é preciso cuidar da saúde”, acrescenta o Dr. Fábio.
Vai fazer lipo? Atenção aos cuidados extras
A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico e deve ser levado a sério. É indispensável fazer todos os exames laboratoriais para saber se o paciente está apto a se submeter a uma cirurgia e seguir todas as recomendações médicas no pré-operatório.
A duração da cirurgia irá depender diretamente da parte do corpo que será operada e também do estado de saúde do paciente, além dos resultados laboratoriais que foram verificados na preparação para a cirurgia. “As cânulas são pequenos tubos, que variam de 2 a 4 cm de calibre e de 15 a 30 cm de comprimento, dependendo das regiões do corpo onde serão usadas. As cânulas são conectadas a uma borracha estéril que é ligada ao aspirador a vácuo. Através de pequenos orifícios, de 1 a 3mm, feitos em locais pré-planejados da pele, se introduz a cânula, fazendo sua extremidade chegar até o meio do tecido gorduroso ou adiposo. O aspirador suga as células adiposas e, assim, se retira controladamente o excesso de gordura”, ressalta o cirurgião plástico.
Quando é indicado fazer uma lipoaspiração?
A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico indicado para quem tem um acúmulo de gordura localizada que a paciente não consegue eliminar através da combinação de dieta e exercícios físicos. Lembrando que não é todo paciente que pode se submeter a lipoaspiração. “Se o paciente não apresenta condições clínicas adequadas como hipertensão, alergia severa ou arritmia, a cirurgia é desaconselhada”, conclui o cirurgião plástico Fábio Malzone.

Fonte - Cirurgião Plástico Fábio Malzone CRM: 63974


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Cirurgia bariátrica devolve autoestima e qualidade de vida aos pacientes


Chega um momento em que a dieta e os exercícios físicos não dão mais um resultado satisfatório, levando muitas pessoas a optar por fazer a cirurgia bariátrica, que consiste na redução de estômago. Mas o que muitas pessoas ainda não sabem é que essa cirurgia tem um risco elevado e os médicos recomendam apenas para casos mais extremos, ou seja, não é qualquer um que pode passar por uma cirurgia de redução de estômago.
Segundo o cirurgião plástico Fábio Malzone (CRM- 63974), a cirurgia é indicada nos casos em que a pessoa apresenta um valor de IMC (Índice Massa Corporal) entre 35 e 40 e doenças como diabete, hipertensão ou apneia. “Quando o IMC atinge valores superiores a 40 kg/m² e as atividades físicas não causam efeito, é necessária uma intervenção médica como a cirurgia bariátrica”, explica.

Antes de optar pela cirurgia, o médico recomenda que o paciente tente primeiro perder peso com a mudança de hábitos alimentares e exercícios físicos por, pelo menos, dois anos. Caso não consiga, ele deve ir ao médico para avaliar se tem os requisitos para fazer a cirurgia. “Além de perder peso, a cirurgia também pode evitar o agravamento de doenças como hipertensão, diabetes e disfunções respiratórias”, afirma o cirurgião plástico.

Fábio ainda complementa que a cirurgia não tem fins estéticos e visa devolver a qualidade de vida ao paciente. “A bariátrica só deve ser feita quando o paciente não consegue perder peso sozinho e corre risco de morte devido à obesidade”, revela.
Existe mais de um tipo de cirurgia bariátrica?
O procedimento cirúrgico está dividido em dois tipos. No primeiro, existem três variações denominadas de banda vertical, gastroplastia vertical, gastroplastia  vertical com by-pass em y de Roux. E o segundo é a cirurgia disabsortiva, chamada de cirurgia de Scopinaro. “A escolha da técnica a ser usada é do médico e não do paciente. Somente o especialista pode decidir qual procedimento é indicado para cada caso. Por exemplo, um paciente que precisa perder muito peso deve ser submetido ao tipo de cirurgia bariátrica mais invasivo, pois ele resulta em uma perda maior da porcentagem de peso”, disse.
Pacientes que apresentam cirrose hepática, doenças renais e psiquiátricas graves, vícios (droga ou alcoolismo) e disfunções hormonais são contraindicados para realização da cirurgia de redução de estômago.

Reeducação alimentar e atividade física
Os pacientes que passam por uma cirurgia bariátrica necessitam de uma orientação nutricional para mudar seus hábitos alimentares e seguir uma dieta rica em proteínas, vitamina B12 e ferro. “Após a cirurgia, o paciente tende a perder de 8 a 10 quilos nos primeiros meses, chegando a 25 a 50 quilos de redução em alguns casos. Existe ainda o uso de balão gástrico em que há menos riscos, mas é somente para redução de 10 a 25 quilos e deve ser escolhido para casos menores ou quando se tem que reduzir um peso excessivo para depois se indicar a cirurgia bariátrica definitiva, pode ocorrer aproximadamente de 10 a 15% desses pacientes, depois de alguns anos, recupera todo o peso perdido na cirurgia, retornando ao peso inicial. Para evitar que isso aconteça é preciso manter cuidados especiais com a alimentação depois da cirurgia”, alerta Malzone.
O paciente deve não só cuidar da alimentação como também fazer atividade física. “A prática regular de atividade física é importantíssima no processo de eliminação de peso depois da cirurgia, assim como no processo de manutenção de peso”, ressalta o cirurgião plástico.

Lembrando que o acompanhamento de nutricionistas, psicólogos e médicos deve permanecer em longo prazo, sendo essencial para garantir que os resultados sejam alcançados e mantidos por toda a vida.

Fonte- Cirurgião Plástico Fábio Malzone (CRM: 63974)

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Brasil está em segundo lugar no ranking mundial de cirurgias plásticas


O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de cirurgias plásticas – só perde para os EUA. Segundo pesquisa do Ibope encomendada pela coordenação do XI Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, no ano de 2009 foram realizadas no Brasil 645.464 cirurgias plásticas, sendo 443.145 cirurgias estéticas (69%) e 202.319 cirurgias reparadoras (31%). Ou seja, 1768 cirurgias por dia.

Dentre as intervenções, 526.247 (82%) são realizadas em pessoas do sexo feminino. Sendo que os procedimentos mais requisitados pelas mulheres são: cirurgia de mama (19% / 98.699), lipoaspiração associada à outras cirurgias (17% / 86.925) e abdômen (16% / 84.478). Em seguida vem a lipoaspiração isolada (12% / 64.001), pálpebras (10% / 53.923), plástica de face em geral (9% / 49.794), nariz (8%/ 43.108), orelhas (5% / 25.189), pescoço (3% / 15.945) e implante capilar (1% / 41.84).Sendo assim, as cirurgias de mama e lipoaspiração continuam liderando o ranking das plásticas mais realizadas.
Já no que diz respeito ao universo masculino, a pesquisa constatou que em 2009 foram 119.217 cirurgias, ou seja, os homens correspondem a uma fatia de 18% dos procedimentos cirúrgicos. As cirurgias mais realizadas são: pálpebras (16% / 119.217), lipoaspiração isolada (13% / 15.458), face em geral (13% / 15.027), nariz (13% / 15.778) e orelha (11% / 12.622).  Seguido das anteriores estão lipoaspiração associada a outros procedimentos cirúrgicos (9% / 11.149), abdômen (8% / 9.689), implante capilar (7% / 8.730), peitoral – silicone no tórax (6% / 7.062) e pescoço em geral (4% / 4.587).
Do número total de implantes de silicone 99% são utilizados em das pessoas do sexo feminino e 1% do sexo masculino. Das 156.918 mulheres que colocaram próteses, 91% (143.253) foram nas mamas, 5% (7.771) nos glúteos, 2% (3.420) no queixo e 1% (2.238) nas panturrilhas. Em homens, a maioria das 1.793 próteses de silicone foram implantadas no peitoral (46% / 820), no queixo (21% / 375), nos glúteos (18% / 320), nas panturrilhas (8% / 139), nos bíceps (5% / 97) e tríceps (2% / 42).

As cirurgias de mamas, em sua maior parte, são de cunho estético, atingindo a marca de 91%, já as reparadoras correspondem a 9%. “A média desses implantes é de 275 mililitros, sendo o de 300 mililitros o mais utilizado (20%)”, afirma o cirurgião plástico Ewaldo Bolivar de Souza Pinto, que, ao lado do cirurgião plástico Carlos Oscar Uebel, coordenou o XI Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, que aconteceu em março de 2010, em São Paulo.

Se nos anos 80 a maioria das cirurgias ainda eram reparadoras, a vontade de aumentar as mamas já existia e a prótese mais utilizada era a de 100 ml a no máximo 150 ml de silicone. Já no decorrer da década de 90 a procura pela prótese teve um crescimento significativo e a quantidade de silicone implantado passou a ser de 180 ml a 210 ml. Agora, nos anos 2000, a década começou com próteses de 235 ml e, nos últimos dois anos, as mais procuradas foram de 300 ml.

– Hoje, o tamanho da prótese aumentou proporcionalmente a vontade de colocá-la –, comenta Bolivar, que é presidente da Comissão de Ciência e Segurança da Cirurgia Plástica da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).

A maioria dos procedimentos cirúrgicos é de caráter privado, executados em hospitais particulares ou clínicas (88%), enquanto apenas 12% em hospitais públicos, via SUS.  A região do Brasil que mais se submete à cirurgia plástica estética é a Sudeste (64%). Em seguida vem a Sul (16%), o Nordeste (10%), o Centro-Oeste (8%) e o Norte (10%).

quarta-feira, 13 de maio de 2015

10 dicas que ajudam na recuperação pós-cirurgia plástica



Silicone nos seios, lipoaspiração, rinoplastia, abdominoplastia... Técnica é o que não falta para te ajudar a dar um “up” no visual. Mas, como toda cirurgia plástica, elas exigem cuidados, principalmente no pós-operatório, para evitar que apareçam cicatrizes ou que o resultado seja comprometido. Se você não seguir a orientação médica, todo o seu esforço para ter aquela barriga chapada ou seios turbinados podem se transformar em seios caídos ou uma barriga flácida cheia de dobrinhas.
O pós-operatório começa a partir do momento em que você sai do hospital e vai para sua casa. Essa fase, dependendo da cirurgia, pode durar cerca de seis meses até o resultado final. Ou seja, seis meses sem exagerar na bebida alcoólica, frituras, guloseimas, tomar sol, entre outros hábitos que devem ser evitados após a cirurgia.
Ficou na dúvida sobre o que pode e o que não pode no pós-operatório? Então, preste atenção e siga essas dicas:
1- Não fume
Se você é fumante vai precisar se controlar e largar o cigarro durante todo o procedimento da cirurgia plástica, que inclui pré e pós-operatório. Caso desobedeça às ordens médicas, saiba que o cigarro no pós-operatório pode acarretar em má cicatrização e necrose das extremidades da pele deslocada durante a cirurgia.
2-Feche a boca antes da cirurgia
Quem pretende fazer uma lipoaspiração para conquistar um corpo em forma, o ideal é perder peso antes da cirurgia. Seguir com uma reeducação alimentar associada ao exercício físico antes de realizar o procedimento pode contribuir para um resultado mais satisfatório no final da cirurgia.
3-Cuidado com os medicamentos
Durante a consulta com o seu cirurgião, não esconda os medicamentos que você toma diariamente, independente se for para depressão ou para emagrecer. Alguns medicamentos devem ser suspensos antes e depois da cirurgia.
4-Uso do sutiã para quem colocou silicone
Quem fez silicone deve optar por usar um sutiã liso apropriado para pós-operatório nos primeiros 60 dias. Esse modelo ajuda a deixar os seios menos sensíveis no pós-operatório.
5- Após a lipoaspiração
Duas atitudes que são muito importantes para que o resultado da lipoaspiração seja satisfatório é evitar ficar sentada por muito tempo e não usar calcinha com laterais muito finas, para evitar a formação de dobras como sulcos na região operada.
6-Inchaço após a cirurgia
No pós-operatório a paciente pode sofrer com o inchaço. Após a cirurgia é recomendado realizar sessões de drenagem linfática que ajuda a pele a retornar ao seu estado normal.
7-Primeiros dias após o lifting facial
Evite mexer a musculatura da face e também não consuma alimentos sólidos que exijam muita mastigação para que a área operada não seja forçada e comprometa o resultado.
8-Redução de mamas
Nas cirurgias com incisões use géis apropriados a cicatrização e placas de silicone para compressão das cicatrizes. Nos primeiros 90 dias da cirurgia, faça massagens com medicações prescritas pelo medico caso haja tendência de queloides ou cicatrizes hipertróficas.
9-Dormir com travesseiro alto em algumas cirurgias
Para aliviar a dor e o desconforto após a rinoplastia, os médicos recomendam que a paciente durma com um travesseiro alto nos primeiros dias de pós-operatório. Se a dor continuar, não deixe de consultar o seu médico. E após a abdominoplastia durma com apoios nas costas e nas coxas pelo menos nos primeiros 10 dias.
10- Para prolongar os resultados da plástica
Siga todas as orientações médicas e evite frequentar a praia ou piscina durante 90 dias. A exposição ao sol pode prejudicar o resultado da cirurgia, além de trazer consequências graves que, na maioria das vezes, são irreversíveis.

Fonte - Cirurgião Plástico Fábio Malzone CRM: 63974

terça-feira, 12 de maio de 2015

O lado psicológico da cirurgia plástica




As cirurgias plásticas tornam-se, cada vez mais, um procedimento médico comum em todo o planeta. Nunca se procurou tanto mudar a aparência, tirar imperfeições ou amenizar os efeitos do tempo no corpo. Quem procura os consultórios de cirurgiões plásticos o faz por causa de uma insatisfação. E esta é muito mais movida por questões psicológicas do que simplesmente físicas.

Cada vez mais é comum encontrar nos consultórios pacientes que, no fundo, estão muito bem, mas estão insatisfeitas com as imperfeições. Cabe cada vez mais ao médico ter responsabilidade ao lidar com isso. Ele precisa conscientizar os pacientes. Informar se é possível fazer o que se quer e, principalmente, se o procedimento precisa realmente ser feito. E é aí que mora o problema.
 Médicos conscientes sabem lidar com pacientes que, no fundo, estão querendo compensar algum tipo de frustração. Eles vão orientar o paciente da melhor forma possível. Mas existem médicos que não estão nem aí para estas questões e fazem o que o paciente quer, sem questionar. Estes médicos são antiéticos, irresponsáveis e perigosos.
 Não tem como um paciente não sofrer uma mudança no seu psicológico depois de modificar algo que estava incomodando em seu corpo. A auto-estima da pessoa muda e ela se sente mais segura. O papel do médico é muito importante nesta melhora de pensamento.

 É por isso que, ao buscar um cirurgião plástico, você precisa de um profissional sério e responsável. Imaginem que a cirurgia realizada por um charlatão qualquer não dê certo (o que acontece na maioria destes casos)? A auto-estima da pessoa vai para o espaço! Fica pior do que estava no momento em que ele decidiu fazer a cirurgia.
As pessoas são levadas aos consultórios de cirurgiões plásticos porque têm necessidade de mudar alguma coisa em suas vidas. Elas querem se sentir melhor com elas mesmas. E por isso, a cirurgia deve ser bem feita e o paciente deve receber informações honestas e verdadeiras sobre cada procedimento.


sexta-feira, 8 de maio de 2015

O Impacto da cirurgia plástica na autoestima


A percepção de si mesmo é o que dá a identidade e o reconhecimento do self. A partir da ideia de que o ego inicialmente é totalmente corporal (FREUD,1923/1980) e que ao longo do desenvolvimento humano, o corpo continua ocupando forte relação com o psiquismo, a cirurgia plástica pode ser entendida como uma saída para a insatisfação e o desequilíbrio da conexão corpo e mente.

A pressão externa, através da mídia e dos padrões de beleza, acaba mobilizando o indivíduo em sua percepção de si e, concomitantemente, na sua auto-estima. Atualmente, as relações entre as pessoas estão cada vez mais efêmeras, sendo a aparência, ou seja, a impressão física, um importante elemento de julgamento nas interações sociais. O comportamento se estrutura no que é considerado mais belo ou menos belo. Assim, a beleza passa a ser um valor social que pode garantir sucessos ou fracassos, tanto nas relações interpessoais quanto na vida profissional.

Para algumas pessoas, a cirurgia plástica estética é um caminho encontrado para triunfar sobre o opressor poder da má formação, melhorar a imagem social e aumentar a autoestima. Por sua vez, tem a capacidade de oferecer uma nova aparência ao indivíduo e garantir um lugar na sociedade.


O objetivo deste estudo é compreender a relação da cirurgia plástica estética com o funcionamento psíquico. Além disso, busca verificar as motivações relacionadas à procura desse método de transformação corporal e avaliar seus efeitos nas relações sexuais e interpessoais, bem como na autoestima e na autoimagem do indivíduo.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Como entender a autoestima


Uma vez que a imagem corporal é extremamente importante no complexo mecanismo de identidade pessoal (MELLO FILHO, 1992), a aparência pessoal desempenha papel relevante em todas as etapas do desenvolvimento, inclusive na vida adulta (MOSQUEIRA, 1981). A imagem mental na qual representamos nosso corpo é, conforme Mello Filho (1992), formada por três aspectos: a imagem desejada ou aquela que se deseja ter; a imagem representada pela impressão de terceiros; a imagem objetiva, ou a que a pessoa vê, sentindo seu corpo.
A imagem que construímos de nós mesmos é baseada naquilo que vemos e apropriamos do nosso corpo. Entretanto, podemos percebê-lo como defeituoso, indesejado e fonte de grande sofrimento. Diante disso, algumas técnicas surgiram para solucionar esta insatisfação pessoal, entre elas, a cirurgia plástica.

A necessidade de se encaixar nos padrões sociais de beleza tem alimentado cada vez mais o mercado da cirurgia plástica estética. O sentimento de exclusão, de sentir-se diferente e não parte da sociedade, é tão intenso e danoso, que as pessoas são capazes de pagar fortunas para livrar-se de tal sensação. O não pertencimento ao grupo nos tira o prazer da semelhança, nos afasta do outro, sendo que este passa de próximo a estranho (PORTINARI, 2000).

Neste estudo, constatamos que todas as entrevistadas sentiam que alguma parte do corpo estava incomodando, trazendo uma sensação de desconforto e, com isso, mobilizando sentimentos de insatisfação, sofrimento e não aceitação de si. Para que fossem resolvidos ou amenizados tais sentimentos, optaram pela cirurgia plástica estética para corrigir o que não estava lhes agradando, desagrado relacionado tanto à sua própria percepção como também à avaliação que sentiam provir dos demais.
Todo ser humano está vinculado a objetos, quer no plano intra, inter ou transpessoal, e precisa vitalmente do reconhecimento das pessoas para a manutenção de sua autoestima. É a partir do outro que o ser humano encontra suas semelhanças e diferenças e aprende a se reconhecer, uma vez que estas representações já existem a nível inconsciente. Desta forma, elas asseguram um sentido e desenvolvem a autoestima (ZIMERMAM, 1999).
O outro é parte do desenvolvimento de identidade do self, isso caracteriza bem os resultados obtidos pelas verbalizações da maioria das entrevistadas, nas quais fica clara a influência da família na tomada de decisão, assim como a opinião do médico, pois ambos identificaram “o defeito” e apontaram a cirurgia plástica estética como sugestão de reparo e conseqüente melhora. Em outros dois casos, porém, é perceptível o mal estar das entrevistadas diante do olhar do outro, fazendo com que elas imaginassem e interpretassem esse olhar como acusador do “problema” corporal. Sentiam-se analisadas e verbalizaram que, nesse momento, o seu “defeito” tomava conta de todo o seu eu, desvalorizando os outros aspectos positivos que possuíam.
Desta forma, nos é permitido pensar e refletir que o outro não influi apenas no início de nossas vidas, mas influencia diariamente, nas pequenas e grandes decisões, nos sentimentos de bem-estar e auto-aceitação, na caminhada eterna de construção e reconstrução. Estamos falando aqui não somente de uma insatisfação pessoal, mas de uma insatisfação baseada e comparada ao padrão social e aos seus valores do que é certo, positivo e belo.

O “estar bem consigo mesmo” é algo que necessita ser avaliado e alimentado diariamente. A flutuação no humor, os acontecimentos cotidianos e as transformações ditadas pelo tempo são responsáveis pelo desequilíbrio do bem-estar. Dessa maneira, o ser humano lança mão de estratégias para reorganizar o self e reencontrar a homeostase.
O conceito de belo, está muito relacionado ao sentimento de aceitação. Todavia, nem sempre se faz psicoterapia para “resolver o problema” de aceitação e tão pouco faz-se um preparo psicológico anterior à cirurgia plástica estética. Isso nos remete a pensar que, se o corpo não está vinculado à beleza, porque a cirurgia plástica estética tornou-se tão procurada para sanar sentimentos de insatisfação consigo mesmo?
Quando a fonte do sentimento de mal-estar é o corpo, a cirurgia plástica é convocada a resolver “o problema”. É rápida, em algumas vezes definitiva, e não exige muito investimento e/ou comprometimento pessoal em seu processo. Em contrapartida, a psicoterapia, que poderia instrumentalizar o indivíduo a viver de maneira mais saudável e equilibrada, é mais demorada, exige motivação e comprometimento pessoal em seu processo; transformaria o mundo interno, deixando o corpo diferente não em sua estrutura, mas na maneira como é interpretado.

O ideal é um aspecto subjetivo, importante em todas as esferas motivacionais e comportamentais. Nos dias de hoje, o ideal tem escravizado o ser humano na busca incessante e desgastante. É possível encontrar condutas destrutivas como a anorexia, por exemplo, como alternativa de alcançá-lo (PORTINARI, 2000).
O sentimento de pertencimento ao padrão social é tão perseguido que, muitas vezes, quando não alcançado, é motivo de angústia e tristeza. O ideal e o real acabam sendo tão distanciados que o indivíduo se perde na sua própria imagem, o que acarreta prejuízos emocionais, comportamentais, cognitivos e produtivos. Entretanto, ter a possibilidade concreta de aproximar o desejo da realidade é um dos aspectos que impulsionam e movimentam o mercado da cirurgia plástica estética.
Constata-se que o que gerou a busca da cirurgia plástica na maioria do caso  foi a angústia proveniente de fatores internos e externos. Algumas decidiram no impulso, outras estiveram pensando durante algum tempo, outras foram conversar com alguém que já tinha feito. Após este momento, ao se submeter à cirurgia, a maioria delas estranhou o resultado inicial. Os edemas, os hematomas, a diminuição ou o aumento de uma parte do corpo, tudo isso causou um impacto, um choque de não reconhecimento de si mesmo. A grande maioria relata que o tempo foi solução para esses sentimentos, pois as consequências estéticas da cirurgia foram diminuindo e o resultado mais visível foi aparecendo, sendo que o resultado final foi equivalente ao idealizado e, portanto, satisfatório.

Mas poderíamos pensar no caso de o resultado final não ser satisfatório, na expectativa que não foi alcançada, no desejo que se tornou um pesadelo. O pós-cirúrgico é um momento muito delicado, que remete a uma sensibilização intensa do psiquismo. É um momento difícil, que exigi bastante força e energia para assimilar e aceitar o processo de recuperação que estava acontecendo, embora o resultado final fosse o esperado. Pensemos, neste momento, naquelas em que o resultado final boicota o sonho, quando a imagem corporal tem que ser refeita em cima de algo não idealizado, de algo jamais previsto, o quanto o psiquismo será atingido e o quanto isso poderá acarretar em consequências danosas ao indivíduo. Assim, é válido enfatizar a importância dos cuidados psicológicos, porque não estamos tratando somente do corpo, mas sim da mente, uma vez que os dois são intimamente ligados e dependentes.


Mesmo enfrentando um pós-operatório doloroso, com exigência grande de cuidados e uma limitação temporária de atividades e movimentos, a dor do “defeito” é maior. A dor física torna-se pequena perto da dor mental de ter que conviver com algo que não se aprecia. É preferível, segundo algumas mulheres, passar por um período de dor física, do que enfrentar por toda a vida uma dor psíquica. Assim, concluímos que após a cirurgia há um aumento na autoestima, elas conseguiram olhar para si mesmas e apreciar o que enxergavam, suas relações interpessoais e sexuais melhoraram e suas vidas conquistaram maior qualidade.